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Rio projeta ampliar de 5% para 12% participação do turismo no PIB, em 10 anos | Brasil

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O Estado do Rio tem a ambição de ampliar para 12% a participação do setor de turismo no Produto Interno Bruto (PIB) estadual nos próximos dez anos. A projeção foi apresentada pelo secretário estadual de Turismo, Gustavo Tutuca, em painel sobre o turismo fluminense, durante seminário comemorativo aos 25 anos do jornal “Extra”, realizado nessa segunda-feira (27).

Segundo Tutuca, os números foram estimados a partir de uma pesquisa realizada em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF). Ele ressaltou que, apesar de o Rio viver um momento de crescimento das atividades turísticas, o desempenho ainda está aquém da média nacional para a atividade.

De acordo com o secretário, o turismo representa apenas cerca de 5% do PIB do Estado, percentual abaixo dos 8,5% de contribuição da atividade para o PIB do país. “Isso mostra o tamanho do nosso desafio. E ele depende de várias medidas a serem tomadas”, disse.

O secretário afirmou que é preciso ampliar a integração entre os municípios e investir no trabalho de promoção para o turismo doméstico e internacional, otimizando os recursos investidos, além de melhorar a infraestrutura estadual e a qualificação da mão de obra local.

“Estamos procurando fazer um planejamento conjunto para participar de eventos [de promoção] nacionais e internacionais de forma otimizada”, afirmou.

Também participaram do evento a secretária municipal de Turismo, Daniela Maia; o prefeito de Paraty, Luciano de Oliveira Vidal; além de outras autoridades, representantes do setor hoteleiro, dos desfiles de carnaval da Marquês de Sapucaí e do comitê organizador da prefeitura do Rio para a Cúpula do G20.

Os participantes destacaram a importância de políticas perenes para o setor turístico e do estabelecimento de um calendário oficial de festividades. Eles defendem que o planejamento preliminar permite que municípios e empresários tenham tempo hábil para realizar investimentos, contratar mão de obra e trabalhar na divulgação dos eventos.

“O setor hoteleiro teve uma expansão enorme depois das Olimpíadas e um grande encolhimento nos anos seguintes, porque não houve continuidade. E isso gerou um grande prejuízo, além de redução de postos de trabalho”, observou José Domingo Bouzon, vice-presidente da Hotéis Rio.

Galeão e segurança pública

A retomada do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na zona norte do Rio, foi apontada como uma medida salutar para desenvolver o turismo fluminense.

O Estado do Rio empreendeu uma batalha com o governo federal para impor limites ao Aeroporto Santos Dumont. O terminal doméstico opera acima da capacidade, o que, na avaliação de autoridades e especialistas, prejudicou o Galeão nos últimos anos.

“A mudança já está trazendo frutos concretos. A British Airways quer aumentar os voos no Galeão e Air France quer trazer mais três. Parte da nossa organização para o ano que vem é colocar mais companhias aéreas no Galeão”, afirmou Sérgio Ricardo, presidente da TurisRio, empresa de Turismo do Estado do Rio.

O secretário estadual de Turismo afirmou que a segurança pública é um assunto “delicado” e defendeu que o enfrentamento à violência seja atrelado a um trabalho de comunicação junto aos turistas nacionais e internacionais. “Passa uma impressão de que o problema é no dia a dia, que toda hora está acontecendo, e não é essa a realidade”, disse.

Ele reconheceu que dois episódios recentes – o ataque a um grupo de médicos que estava na capital fluminense para um congresso, na Barra da Tijuca, e a morte de um fã da cantora Taylor Swift em um assalto na praia de Copacabana – prejudicaram a imagem da cidade e “poderiam ter sido evitados”.

De acordo com o secretário, o caso dos médicos mortos na zona oeste motivou um maior trabalho de integração entre os organizadores de eventos corporativos e o governo do Estado. Tutuca destacou ainda que o governo vem implementando ações para melhorar a segurança em regiões turísticas, como a instalação de câmeras inteligentes e melhorias nas delegacias de atendimento ao turista.

O prefeito de Paraty, Luciano de Oliveira, aproveitou para criticar a falta de energia elétrica durante a tradicional Festa Literária de Paraty (Flip), encerrada no domingo (26). A última edição do evento, que acontece há 20 anos na cidade da Costa Verde, foi marcada por apagões no centro histórico.

“Já fiz denúncia à Polícia Federal e à Polícia Civil, é uma vergonha o que estamos passando. Também já levei o problema à Agência Nacional de Energia Elétrica e ao ministro de Minas e Energia, que não me receberam”, criticou.



Foto : Crédito Foto: G1

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